O teu guarda-roupa é uma segunda casa

Atualizado: Abr 10


Trabalhando com Imagem, identidade, autoconhecimento e valorização, reflito muito sobre questões internas, ligando-as à imagem, que, afinal, de contas está sempre interligada com quem somos. E a minha reflexão e pergunta é:


Porque acumulas a roupa? Para que acumulas tanto a roupa?


Nunca fez tanto sentido debruçar-nos sobre esta questão, e como grande parte do meu trabalho é questionar, refletir, e proporcionar reflexão, deixo duas questões fundamentais.


O que queres salvaguardar ao acumular roupa que não precisas, embora aches que sim?

Quantas razões tens para acumular roupa e manter tudo como está, mantendo um sentimento de insatisfação contigo e com a tua imagem?

O teu guarda-roupa é uma segunda casa dentro da tua casa. A forma como o organizas, as coisas que lá colocas, desde a tua roupa interior aos acessórios podem revelar a forma como a tua mente organiza a informação. O que escolhes colocar no teu Guarda-Roupa, o que deixas lá guardado e já não te lembras, as peças que já não te acrescentam, mas continuam junto das outras sem deixar espaço para entrar o novo, o fresco, novas peças e informação de acordo a tua vida atual. Aquilo que guardas quer pelas lembranças do passado, quer pelo medo de que precisarmos de novo não te deixa aproveitar o que tens no teu armário no presente, acrescentar o valor que tens hoje, mantendo-te estagnada.


É preciso diminuir e eliminar para equilibrar e ganhar um novo ar, um novo rumo (vê a publicação sobre este tema aqui - 3 princípios para vida).

Sabes aquelas coisas oferecidas que toda a gente tem e que não saem do armário por terem sido oferecidas? Nem aquecem nem arrefecem?

Sabes aquelas coisas que ocupam espaço, energia e impedem que outras roupas adequadas entrem? Sabes aquelas peças que compraste a pensar que ias usar mas não usaste ou não sabes como usar e têm exatamente o mesmo destino?

Sabes aquela peça que compraste por estar acessível e revelou-se dispendiosa porque afinal não teve uso ou teve muito pouco?

Sabes aquelas peças lindas que estão infinitamente no armário, que sabes que não voltas a usar, mas tens esperança de talvez um dia o fazeres?

É dessas que falo!


Em tudo na vida, para criarmos algo novo em nós e alcançarmos objetivos novos, precisamos de organizar a mente e o coração, deixando ir, em primeiro lugar, tudo aquilo a que nos apegamos, material ou não.

Acredito profundamente que é aqui que começa a nossa liberdade, quando desapegamos e nos abrimos de coração ao novo.


O nosso armário é uma segunda casa, que fala de nós, na nossa imagem pessoal e do nosso modo de estar e de ser.


Vê ainda ao vídeo sobre este tema aqui - Reflexões a Caminho sobre Guarda-Roupa


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Joana