Mudança é natural e possível, mas é um processo

Atualizado: Jul 19

Se passamos uma vida ou anos a viver com crenças e escolhas que de alguma forma nos limitam na vida, como podemos querer mudar de um dia para o outro? Como podemos mudar algo que não queremos mudar realmente em nós porque é confortável ficar na mesma? Como podemos esperar resultados rápidos a desconstruir algo que se enraizou durante anos? Como podemos esperar sequer resultados se não agimos para os obter? Como podemos responsabilizar os outros de coisas que são da nossa responsabilidade, que são basicamente todas as nossas ações?


Quanto mais fugimos de nós e do nosso autoconhecimento mais estamos perdidos.

Fugimos de sentir as emoções, de reconhecê-las, de encará-las e de transcendê-las. Fugimos do menos bom em nós como se não fizesse parte de nós. Só queremos o que de bom vemos e escondemos o que menos gostamos. Fugimos de pedir ajuda porque isso nos faz deparar com o que achamos que temos de menos bom e que poderemos ressignificar e tornar potencialidades e forças. Damos justificações a nós próprios para não pedir ajuda, porque tudo parece mais importante e parece justificar o nosso egoísmo connosco próprios. Achamos que aguentamos sozinhos, e é sempre melhor do que incomodar ou dar parte fraca. Deixamo-nos de lado, e colocamos outras coisas como mais importantes, e achamos que nos estamos a justificar aos outros quando nos estamos a justificar a nós próprios para não fazer o que é mais importante para nós.


Neste caminho atraímos mais do mesmo, enrolamo-nos, metemo-nos em mil e uma coisas que pensamos ser a solução e nenhuma ou quase nenhuma é terminada, até nos comprometermos em cortar com medos, crenças limitadoras, enfim, tudo o que nos limita e que está em nós e nos focarmos em nós. Quando nos concentramos em culpar o outro, desresponsabilizamo-nos das nossas atitudes.


Desacelera a mente pensante que existe ti. Tudo em nós faz parte do todo que somos e podemos enfrentá-lo e transcendê-lo quando deixamos de fugir, quando reconhecemos e aceitamos em amor tudo o que somos. A partir daqui estamos pronto para a mudança.


Com Carinho,

Joana Ribeiro