Férias são sinónimo de comprar roupa?



A tua resposta falará sobre os teus hábitos de consumo e estilo de vida!


Talvez tenhas crescido num meio em que é hábito comprar roupa sempre que as férias estão a chegar. Talvez tenhas aprendido a fazê-lo em casa e com a constante publicidade que recebes das lojas de roupa, no email, no telemóvel e nas aplicações, sobre as peças-chave que deves ter no teu guarda-roupa e que não podes perder, criando a ilusão de uma necessidade que tu crias de adquirir algo, talvez para acompanhar a moda ou simplesmente para sentires que estás atualizada/o e não ficas para trás.


Eu mesma cresci a ver e aprendi a querer comprar roupa nos períodos de férias. A valorização da beleza estética, cada vez mais exacerbada pelos meios de comunicação, e cada vez mais abrangentes à medida que a internet se instalou na casa das todas as famílias, à medida que a televisão passava publicidade, e que o trabalho familiar dedicado e com esforço permitia, ao longo do tempo, começar a ter pequenas regalias, como viajar e comprar coisas que anteriormente não existiam ou não seriam acessíveis, levou-nos, entre outros fatores, a um mundo de consumismo.


O marketing cada vez mais desenvolvido e adaptado ao nosso comportamento, com objetivo de estimular a compra, leva-nos a querer adquirir algo que supostamente não queremos perder e que precisamos de ter no armário, tornando-se um desejo querer ter mais, fazer mais, mostrar mais, como se fosse uma necessidade.


Precisei de entender isto através do meu caminho de desenvolvimento pessoal, das minhas reflexões pessoais, da minha (auto)observação, da minha experiência como consultora de imagem e coach de bem-estar.


Desejo não é necessidade


As compras não conscientes ou emocionais acabam por ser uma gatilho que esconde uma carência emocional e que permite uma satisfação temporária, uma felicidade que existe na superfície, após um momento de tristeza ou de felicidade exacerbada. Para manter essa satisfação, torna-se uma "necessidade" comprar mais e ter mais.


Este comportamento pode acontecer especialmente nas férias, num estado de lazer e de maior despreocupação, em que o nosso lado racional e analítico está mais reservado ou relaxado. Encontra-se, muitas vezes, associado a um estilo de vida em que trabalho e lazer são coisas completamente distintas, e quando chega o momento de lazer tão aguardado e esperado há uma enorme vontade de aproveitar e de compensar todo o trabalho e os momentos não aproveitados durante o ano, gerando-se o desejo da compra.


As tuas compras são um desejo ou uma necessidade?


Tudo no ambiente à nossa volta influência o desejo de consumo, de comprar mais. A tentação de ter algo novo que leva a sentir alguma novidade em nós é grande, e também passa pela imagem.


Isto não quer dizer que não possamos ou devamos comprar, se assim pudermos, algo que não seja mesmo uma necessidade simplesmente por satisfação pessoal, mas muitas vezes a dúvida é precisamente saber o que é necessidade ou não, onde termina a necessidade e começa o desejo de comprar com frequência e por impulso. Cabe-nos a nós parar e refletir sempre que nos encontrarmos no momento da compra.


Dicas para diminuir as compras por impulso


Convido-te agora no Verão, período em que muitos de nós estão de férias, a pensar se as tuas compras são um desejo ou uma necessidade. Precisas mesmo daquela peça linda que viste, ou apenas queres adquirir essa peça tão bonita só porque sim, que até pode estar em desconto e podes aproveitar?


- Procura aproveitar o teu dia-a-dia, o teu trabalho, os teus momentos de lazer, sociais e familiares durante o ano, em vez de te focares em fazer, fazer e fazer, para ter mais naquele breve momento do ano, de lazer e de satisfação. O sentimento de realização e preenchimento pessoal e profissional em tudo o que fazemos diminui o gatilho da compra por impulso, que ocupa um vazio resultante da falta de realização em alguma área da nossa vida.


- Analisa o teu armário previamente e no momento da compra procura pensar se não tens algo parecido que terá a mesma utilidade e fará o mesmo efeito. A compra por impulso geralmente é uma compra não pensada, emocional, em que o desejo é mais forte do que a razão e gera uma satisfação temporária. Além disso, acontece quando não temos presente o que já temos em casa, que utilidade podemos dar e se reflete quem somos, pois pode refletir apenas algo que está na moda.


- Perceber quais são as tuas reais necessidades, qual é o teu estilo pessoal (que não tem a ver com moda), qual é o teu estilo de vida e quais são os teus valores, para entender que peças se encaixam na tua personalidade e na tua vida, analisando de seguida o teu guarda-roupa de forma consciente, são passos importantes para diminuir as compras por impulso, passando não só a ter uma imagem consciente, como a entender o que precisas de comprar neste momento da tua vida, de acordo com as tuas necessidade.


É fácil? Não, pois implica um autoconhecimento de nós mesmas. Por isso é tão importante ajuda profissional que te facilitará este caminho para uma imagem e estilo de vida conscientes e de acordo com quem somos hoje.


E para ti? Férias são sinónimo de comprar mais?


Para mim férias são sinónimo de descanso, lazer e natureza. Comprar roupa com a procura de um estilo de vida que envolve uma imagem cada vez mais consciente tornou-se sinónimo de necessidade, a partir do momento em que entendi isso na minha vida e no meu trabalho.


E para ti? O que significam as férias? Sabes quando termina a tua necessidade e começa o desejo de comprar algo? Quando é racional ou emocional?


Estou aqui para te ajudar a ter uma imagem e estilo de vida conscientes e realizados.


Com carinho,

Joana Ribeiro

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